Os ecossistemas ribeirinhos encontram-se fortemente pressionados pela poluição, pelas intervenções hidráulicas desadequadas, pela imposição de obstáculos que impedem a continuidade fluvial e criam ambientes lênticos artificiais, pela sobre-pesca, pela expansão de espécies exóticas invasoras animais e vegetais, pela extração descontrolada de água, pelos efeitos das alterações climáticas (irregularidade e diminuição da precipitação e aumento da temperatura do ar provocarão redução das disponibilidades de água, do aumento da variação sazonal do escoamento, ao que se associa um provável aumento das necessidades de água do sector agrícola).

 Neste contexto de aumento das pressões sobre as massas de água, antevêem-se impactes devastadores sobre a biodiversidade, em particular sobre alguns invertebrados (bivalves de água doce) e sobre a ictiofauna.

Atento a esta situação, o FAPAS desenvolverá as seguintes acções:


- conservação da ictiofauna e invertebrados ameaçados - cujo objectivo é monitorar e propor intervenções que visem a conservação de espécies como a truta-de-rio (e.g. Salmo truta), bivalves de água doce (e.g. Margaritifera margaritifera) e recuperação de habitats degradados.

Margaritifera margaritifera


- criação de uma iniciativa de ciência-cidadã colaborativa em rede, com vista a identificar, monitorizar e propor soluções com vista mapear os obstáculos existentes nos cursos de água, os pontos de permanência hídrica estivais, a qualidade do bosque ripário, verificação de ausência/presença nos cursos de água de três espécies de libélulas bioindicadoras e sensíveis a alterações da qualidade dos ambientes lóticos.

Rio Erges no Parque Natural do Tejo Internacional


- dinamização de acções de controle continuado de espécies exóticas invasoras, para prevenir a extinção de espécies ameaçadas (e.g saramugo, escalos do Mira e do Arade).

Perca-sol