O ecossistemas de montanha em Portugal ocupam uma área muito reduzida e a sua maior parte encontra-se no limite sul da sua área de distribuição no continente europeu, o que os torna particularmente vulneráveis aos efeitos das alterações climáticas e à perturbação (fogos recorrentes, florestação com espécies não adequadas, pastoreio imoderado, instalação de infra-estruturas, má gestão cinegética).

Estamos assim na presença de factores que induzem alterações significativas e que podem contrariar a resiliência dos ecossistemas, causar impactes na biodiversidade e colocar em risco os serviços de fornecimento e de regulação prestados pelos ecossistemas. Posto isto, alguns habitats florestais, arbustivos e herbáceos encontram-se em estado de conservação desfavorável, bem como algumas espécies como o Lobo-ibérico (Canis lupus signatus) ou a Borboleta-azul (Phengaris alcon).

Considerando o exposto, o FAPAS pretende pois dar atenção à conservação das seguintes espécies e habitats:

 

- Lobo-ibérico - apresentando soluções para mitigar a imagem negativa da espécie junto das comunidades locais, motivada pelos prejuízos causados na actividade pecuária, incentivando a reintrodução/repovoamento de presas silvestres (corço, veado), em áreas onde estas apresentado efectivos reduzidos e valorizando o potencial da espécie para efeitos de turismo de natureza. 

- Azevinhais, louriçais, azereirais, adelfeirais, teixadais - criando soluções para conservação e incremento destes habitats, não só através da intervenção nos locais de ocorrência actual, mas também em locais onde se julga que os mesmos já ocorreram, criando reservas biológicas.

Adelfeira

 

- Bosquetes de carvalho-negral e de carvalho-alvarinho - promovendo a sua expansão assistida nas áreas cimeiras das nossas montanhas e serras, onde haja evidência de que as características orográficas possam limitar a recolonização dos carvalhos do sopé para o topo.

Carvalhal