Porto, 29/10/2018

O FAPAS (Fundo para a Proteção dos Animais Selvagens) manifesta o seu regozijo e chama a atenção:

1- Para a decisão empresarial de não iniciar a pesquisa de petróleo ao largo da costa portuguesa;

2- Tal não é uma mera decisão empresarial, mas o resultado de uma contínua e articulada ação da cidadania, da qual o FAPAS fez parte, e da oposição de todos os sectores económicos, sociais e políticos do Algarve e de muitas outras regiões;

3- O FAPAS lembra que esta, mais esta vitória ambiental, se deve a uma estratégia integradora e a uma visão clara, e faz votos para que este sucesso ambiental possa servir de exemplo para outras lutas, e novas vitórias do ambiente;

4- Esteve o FAPAS representado nas primeiras sessões em Aljezur e Vila do Bispo, onde teve ocasião de conhecer uma verdadeira heroína portuguesa a Dª Otília, de Aljezur, que se opôs bravamente a esta atividade especulativa, destruidora do ambiente e neste caso, também, infringindo a legalidade.
Nessas sessões o FAPAS testemunhou e deu como exemplo a luta contra a mineração de urânio em Nisa onde, no século passado, a nossa associação teve um papel central ao elaborar um parecer sobre o estudo de impacto e organizar os primeiros movimentos, na linha do que agora se fez no Algarve, envolvendo todos os sectores.
O FAPAS esteve ainda envolvido e apoiou os movimentos locais, também no litoral Oeste, e participando em sessões de esclarecimento e apoiando a oposição local.

5- Não podemos deixar de assinalar que não podem o Ministro do Ambiente, nem o do Mar, de nenhuma forma associar-se a esta importante e significativa vitória, da sustentabilidade, do mar e da transição energética.

Para mais informações, contactar: António Eloy, 919 289 390